domingo, 14 de dezembro de 2008

Minhas dores.

Minha dores
Lenhas sem fogo
sem chama

Corresponde aos

Meus pensamentos
vagões vazios
sem rumo, sem volta.


Teu passado e teus versos
de um poeta nato
colhido e lapidado para belezas nuas
para todas as mulheres que foram e não foram tuas.
estes foram dedicados.

Enlaço minhas dores aos teus versos, mãos e pensamentos.

Oh... meus lamentos!
sem força
sem ato
sem passos
nem vida.

Lamentos sepultados pelos encantos
aqueles colhidos em prantos
beijos e declarações
versos e cançõs
jamais por mim esquecidos.

Pois em mim foram vividos
plantados e colhidos
em apenas uma verdade.

Se outras almas os teus versos alcançaram
se outros olhos os avistaram
se desejo nestas você dispertou.

Por ti peço perdão
as outras tantas ou poucas almas atingidas
pelo encanto dos teus verços
pelas tuas mais belas palavras, eu confesso.
pelos planos e sonhos imbutidos.

Eu desejo você dislexo
sem rima, nem verso
sem prosa ou poesia.

O teu eu poeta é a minha ilusão
a imaginação que me intorpece
que me arranca lagrimas e me envaidece
em uma bela valsa de sonhos.

Aos meus olhos a verdade
aos meus braços a lealdade
e ao meu corpo o desejo
Mas real que qualquer verso, lembrança ou palavra já proferida.

Para tua vida passada e ja esquecida o meu Adeus!

Para nossa vida agora construída
lançada e vivida
Acima da vida e da sorte, da dor e da morte
e de nossas almas distrídas
A última palavra será dita
Amarei você nesta vida
e em todas as outras que por ventura terei.


Um Beijo em você amado.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Você


Você que vive em minha testa.
Doida, hílare.
Prolixa...
Que tem o encanto da existência nos olhos.
Graúdos, rotundos.
Jabuticabas...
Que tomou para si meu cerne.
Anfibológico, ultrajado.
Execrado...
Para quem eu faço esta epopéia.
Pueril, arrastada.
Franqueada...
Que me deixou globalmente taciturno.
Indigente, largado.
Sem palavras...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Em meus sonhos

Sabia do teu gosto

Sem jamais habitar tua pele.


Senti a felicidade em meus olhos

Embebidos em lagrimas

Sem jamais tê-lo visto.



Dediquei minha vida ao teu amor

Mesmo sendo órfã do teu ser.


Você habitou meus sonhos

Conheci meu destino

(sem rosto, sem voz, sem nome).

Em longos anos de espera

Projetei em fantasia

O que hoje é real


Deveras toda oblação já proferida por mim

Envergonha-se perto do homem posto em minha vida.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cores, Sorrisos e Certezas

As suas cores
Importante para o que és
Para o que vive
Arrancam de mim sorrisos
De amar, ledice, alegria
Trazem uma certeza
De a vida inteira
E plena
Ao seu lado

O seu sorriso
Graciosamente ao meu sentir
Para o que quero
Traz a mim a certeza
De amar, ledice, alegria
Impondo as cores
Da vida almejada
E jubilada
Ao seu lado

A sua certeza
Fundamentais a este amor
A esta aliança
Pinta nossa estória das cores
De amar, ledice, alegria
Impondo o sorriso
Da vida aspirada
E esperada
Ao seu lado

ALÉM DO TEMPO


A amei por toda vida
De conhecê-la, antes
Em meus sonhos já habitavas
Os cabelos seus
Espalhavam-se em dourados cachos
Por meu corpo, também meu ser

E os beijos?
Meus planos estes habitavam
Meu norte hoje eles trazem
Exigindo o meu melhor

E a, trazida por tuas cores, alegria
Ao futuro ligam o passado
Tão nosso
Em mim pleno e certo

Seu corpo
Encaixe de meu desejo
Amor que traz o fogo
Combustível de meu ser

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quando te vi e me apaixonei

E em seu olhar eu encontrei

Tudo que eu já procurei

Eu me agarrei na esperança

Desse amor feito criança

Em teus olhos a lembrança

De carinho, de afeto

Nosso amor a luz da lua

Chorei de mancinho.

Passei a construir o meu amar

A colher teus planos e acreditar

A desejar teu corpo a meu apreço

E te esperando eu entristeço

Pois minha vida agora é sua

Como essa noite é da lua

E tua presença em meu lar

Faz sentir-me vivo, respirar

Quero guardá-la a qualquer preço

Em meu peito, em minha cama

Teu sorriso e teu afeto

Estou tão sozinho

Jures pra mim assim: Sou tua.

Corra comigo pela rua

Venha e assuma o teu lugar

Que é ao meu lado a se entregar

Venha ser a minha cura

Pra solidão que me apura

Me de sua mão a viajar

E em meu sonho vamos zarpar.

apôsto


Amar, para mim, é assim,

Sublimemente bruno,

Tão simplificado quando penso em você

Em você deliro

Pensamentos são sonhos

Sonho é a realidade

Minha vida ao seu lado

Vida que sonho

Que é sonho

Sonhamos

Acordados e sonhando

Sonhando acordados

Pois quando acordo de meu sonho

E observo que não estar sonhando a sós

Não sei mais o que era sonho

E o que será a nossa realidade

Debaixo da Chuva

Debaixo da chuva
Onde tudo se molha
Penso em você,
Sempre minha,
Molhada.
Molhada de enfrentar comigo,
De mãos dadas,
A tempestade.
Molhada de correr comigo,
Sorrindo,
Na chuva.
Molhada de suor do encontro,
Tão certo,
De nossos corpos.