domingo, 7 de setembro de 2008

Um amor tão grande que mal cabe em mim.
Tao frágil que me dá e me tira toda a paz em segundos.
Que me fortalece pela entrega.
Que me falece na escuridão.
Que me mostra o sonho.
Que me acorda pro mundo.
Queria hoje não ser humana.
Queria hoje não pensar.
Encontrar em mim uma daquelas teorias sobre saudade e amar.
Queria hoje só escutar canções de amor.
E me entregar nas letras.
Queria tê-lo agora no meu ouvido dizendo que me ama.
Queria seus olhos brilhantes.
Queria a falta do mistério.
Queria um abraço forte.
Onde estará você?
Nessa cama sozinho, nem sei com o que sonhas.
Nessa cadeira sozinha, nem sei mais no que penso.
Meu doce veneno escorre pela face triste a espera de um amor adormecido.
Chico canta
canta

'Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela é bonita
Tem um olho sempre a boiar
E outro que agita
Tem um olho que não está
Meus olhares evita
E outro olho a me arregalar
Sua pepita
A metade do seu olhar
Está chamando pra luta, aflita
E metade quer madrugar
Na bodeguita
Se os seus olhos eu for cantar
Um seu olho me atura
E outro olho vai desmanchar
Toda a pintura
Ela pode rodopiar
E mudar de figura
A paloma do seu mirar
Virar miúra
É na soma do seu olhar
Que eu vou me conhecer inteiro
Se nasci pra enfrentar o mar
Ou faroleiro
Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela acredita
Tem um olho a pestanejar
E outro me fita
Suas pernas vão me enroscar
Num balé esquisito
Seus dois olhos vão se encontrar
No infinito
Amo tanto e de tanto amar
Em Manágua temos um chico
Já pensamos em nos casar
Em Porto Rico'

Ouvindo assim.
Você é mais meu e assim essa sou eu.
Levanterei agora.
Falarei simplesmente que você tão mais especial.
É minha vida.
E eternamente meu amor.
E eu para sempre sua.
E só escutarei canções de amor.
Junto do seu abraço.
E dos seus olhos brilhantes.
Meu amor.

Te amo

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