segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Estrada

Quando se anda no bruno
Pisando apavoradamente
Um plano com aroma tão suave
Que se faz confiar
Estar sendo levado as estrelas
E de repente se tem a impressão
De ter perdido esta estrada
De nunca mais voltar a pisá-la
Se sente no intimo o coração parar
E em um misto de fúria e amargura
Quer-se maldizer o caminho
Esquecer que já o pisou
Persuadindo a si mesmo
De que ele não era pra ti
Mas se sabe que aquela fragrância
Tão doce quanto à luz do luar
Tão lindo como as cores do céu
No mais fulgente crepúsculo
Não é passível de olvido
E assim se passa a ansiar
Que tal trilha se desvende repleta de brilho
Para emendar seu caminhar
Atraindo-o outra vez
Para que vocês não mais se apartem
Para que jamais mais curse
Noutro caminho que não o dela
E se estando sós na garoa
E bem perante seus olhos
Esse fulgor abrolha
Você vive a fiúza e o regozijo
De saber que esta é sua vereda
Que não deu um passo perdido
Para alcançar com imperante ternura
Sua singela estrela

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