Você me perguntou sobre o medo
Queria saber meus planos
E o que aconteceria se eu estivesse errado
Sobre o medo, como lhe falei
O único que tenho, é o de não tentar
E passar minha vida vindoura
As margens de um pensamento
De como teria sido, ao seu lado
Meus planos? São rápidos, nem há o que dizer
Meus planos são planejá-los pertinho de ti
Quanto ao erro, sobre esse sim
Sobre o erro é que quero lhe falar
Pois tens que saber que o maior deles
Vem do não ato de tentar
Vem de perder suas chances a esperar
Ocorre quando não usa seu coração
Para agarrar-te ao que tens nas mãos
E por entre seus dedos, deixa escapar.
O resto?
O resto, é vida, é viver.
Orientar cada passo, consciente
De não saber o que irá acontecer
Nem quanto será eterno nosso amor
Ou quantos frutos a vida nos irá entregar
E sobre aquela história do “quase”. Esqueça
Pois essa é minha única certeza
Conosco, o “quase”...
Não existe.

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